A preocupação com a gestão de resíduos sólidos nunca foi tão urgente. Cada vez mais, empresas de grande porte — especialmente da construção civil, da indústria e de serviços — precisam lidar com exigências legais, responsabilidade ambiental e metas de eficiência. Tudo isso torna o gerenciamento de resíduos uma prioridade estratégica. Neste artigo, você vai entender o que é gerenciamento de resíduos sólidos, os principais desafios enfrentados pelos grandes geradores e as melhores práticas para uma operação eficiente e sem surpresas. O que é gestão de resíduos sólidos? Embora o termo “gestão de resíduos sólidos” seja amplamente utilizado no mercado, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) define como gerenciamento de resíduos o conjunto de ações realizadas diretamente pelos geradores — como é o caso do setor varejista. Essas ações envolvem desde a segregação até a destinação final, passando pelo armazenamento, transporte e controle documental dos resíduos. É esse gerenciamento que abordamos neste artigo. Desafios enfrentados pelas empresas Apesar da importância do tema, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para estruturar seu gerenciamento de resíduos sólidos. Os principais obstáculos são: Esses desafios se tornam ainda maiores quando o controle é feito de forma manual ou sem padronização entre unidades. A consequência é o aumento de custos, riscos de fiscalização e perda de competitividade. As melhores práticas para transformar o gerenciamento de resíduos Empresas que desejam evoluir nesse processo podem seguir algumas práticas fundamentais: 1. Digitalização da operação Sistematizar tarefas como emissão de MTRs, controle de fornecedores e armazenamento de documentos é o primeiro passo para uma gestão eficaz. Além de reduzir erros, isso também libera tempo da equipe para focar em ações estratégicas. 2. Integração entre unidades Para empresas com múltiplas obras ou plantas industriais, integrar a visão do gerenciamento de resíduos é essencial. Isso permite comparar indicadores, padronizar processos e gerar relatórios corporativos consistentes. 3. Catálogos atualizados Contar com um sistema que oferece lista de resíduos específica e transportadores e receptores atualizados ajuda a evitar falhas de registro e garante que os resíduos serão destinados de forma correta. 4. Indicadores e relatórios Acompanhar a geração de resíduos, os custos com transporte e destinação e as metas de reaproveitamento é fundamental para alinhar a gestão ambiental às estratégias de sustentabilidade e eficiência da empresa. NETResíduos: sua aliada no gerenciamento de resíduos sólidos A NETResíduos é especialista no gerenciamento de resíduos sólidos para grandes geradores. Com 17 anos de experiência, oferece uma plataforma robusta e simples de usar, que permite: Ao adotar a NETResíduos, sua empresa não apenas cumpre as exigências ambientais, mas também reduz custos operacionais, evita riscos de embargo ou multa e ganha inteligência para tomar decisões mais sustentáveis. Entre em contato e saiba mais.
A Ambiência Soluções Sustentáveis e a NETResíduos, através do seu programa de interlocução do mercado com a academia o 3R Resíduos – INOVAÇÃO, publicaram uma edição especial da revista APPREHENDERE – Aprendizagem & Interdisciplinaridade, contemplando os resumos expandidos enviados para o evento 3R Resíduos – INOVAÇÃO. Confira os títulos dos artigos: Análise técnico-econômica do beneficiamento de RCD Alternativas tecnológicas para tratamento de resíduos sólidos urbanos Caracterização gravimétrica de resíduos sólidos urbanos: proposta metodológica e resultados alcançados Proposta de gerenciamento de resíduos sólidos para um restaurante self service em Belo Horizonte – MG O custo da geração de resíduos em obras de construção civil Para Frederico Carneiro, Diretor de Tecnologia da NETResíduos, “contribuir com a disseminação do conhecimento sempre foi um dos pilares da NETResíduos. Trazer esse conhecimento que é pesquisado dentro do meio acadêmico para o ambiente da prática, do profissional e das empresas é fundamental para que tenhamos uma evolução na forma de otimizar o gerenciamento de resíduos nas empresas. Vejo com muito otimismo inciativas como esta.” A APPREHENDERE – Aprendizagem & Interdisciplinaridade (ISSN 2596-0458) é uma publicação tecnológica anual do LATACI® Research Institute. Foi lançada em 2017 e integra uma trilogia criada com a intenção de envolver a pesquisa como parte integrante da formação do indivíduo. Confira a edição especial da revista clicando aqui: Revista 3R Resíduos – Edição Especial
A NETResíduos e a Ambiência Soluções Sustentáveis acabam de lançar o curso Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil na modalidade de Educação a Distância (EAD). Voltado para o setor da construção civil, focado na prática e no resultado, o curso é simples, fácil e intuitivo. O conteúdo contempla o correto gerenciamento de resíduos da construção civil, incluindo como elaborar e implantar o PGRCC (Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil), utilizando a melhores práticas e experiências dos especialistas no assunto. Ao finalizar os módulos o aluno terá uma melhor visão sobre a otimização do manejo dos resíduos, incluindo redução de custos e eficiência nos processos. As empresas têm um histórico inovador e de compartilhamento de conhecimento. Henrique Ribeiro, CEO da Ambiência e da NETResíduos, contou um pouco dessa trajetória “em 2008, fundamos em Belo Horizonte a Ambiência Soluções Sustentáveis com o intuito de gerar resultados reais com os conceitos da sustentabilidade, aprendidos no curso de Engenharia Ambiental. Desde 2010, atuamos exclusivamente com gestão e gerenciamento de resíduos, e ao longo desse tempo aprendemos muito, inovamos, mudamos, quebramos a cabeça, e, felizmente, geramos resultados extraordinários! Com a criação da NETResíduos, em 2016, passamos a aplicar a tecnologia, com possibilidades de ampliar os horizontes, e de fato levar o gerenciamento de resíduos a todos, independentemente de local ou maturidade de conhecimento na área. E, é por isso, que lançar um curso para compartilhar esse saber é tão especial.” O curso está disponível na plataforma da Udemy e tem promoção de lançamento com de desconto para os primeiros inscritos! Acesse o curso e assista a aula inicial que esclarece as principais diretrizes dos módulos. Vamos juntos popularizar o Gerenciamento de Resíduos para todos! Você já gerencia resíduos? Entre em contato com um de nossos consultores e veja como podemos tornar o seu Gerenciamento de Resíduos mais eficiente! Você conhece nossa plataforma online para Gerenciamento de Resíduos? O NETResíduos é uma solução online para o gerenciamento e total controle dos dados de geração, transporte e destinação de resíduos. Um sistema rápido, fácil e intuitivo que te ajuda a estar em dia com as exigências legais e promover a melhoria continua dos processos produtivos. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades!
Sempre nos deparamos com a necessidade de avaliar o gerenciamento de resíduos das empresas, e o comparativo entre instituições é uma demanda recorrente das pessoas que conversamos. Ao longo de 8 anos de atuação exclusiva em gestão e gerenciamento de resíduos evoluímos nosso método de avaliação do gerenciamento de resíduos e hoje temos um procedimento justo e eficaz para auditoria de sistemas de gerenciamento de resíduos, que pode ser aplicado a qualquer tipo de empresa, como por exemplo: indústrias, hospitais e construtoras (obras). No caso de não ser possível realizar uma auditoria completa, o que demanda mais tempo, é possível fazer avaliação mais rápida, preliminar, no sentido de responder uma pergunta simples que sempre recebemos: “Qual o nível de maturidade do gerenciamento de resíduos de minha empresa?” E é exatamente isso que vou apresentar neste artigo. Essa avaliação preliminar do gerenciamento de resíduos, apesar de simples e rápida é muito eficaz, pois apresenta onde a empresa se encontra e demonstra onde ela pode chegar. A classificação se divide em 5 níveis, representados por estrelas. Se você não obteve nenhuma estrela não tem gerenciamento de resíduos implantado e se alcançou 5 estrelas está no topo da maturidade/desenvolvimento do gerenciamento de resíduos. Simples e objetivo. Organizamos essa classificação de forma escalonada, pois entendemos que o gerenciamento de resíduos é um processo que evolui, que pode ser melhorado a cada dia e que deve sempre considerar o ciclo do PDCA (Planejar, executar, verificar, ajustar). Dessa forma, na avaliação, se fosse possui algum elemento do nível 2, mas não possui nada do nível 1, é melhor “voltar uma casa”, pois você poderá ter dificuldade de avançar ao próximo nível se a base não estiver bem estruturada. O nível 1 É considerado o mais básico, inicial, no qual incluímos as empresas que já possuem Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) elaborado. Essa é uma etapa importante, de planejamento, e indispensável para o sucesso nas demais etapas. Um bom PGRS deve considerar, além das exigências legais, as peculiaridades da empresa e da região em que essa está localizada. Além disso, o planejamento deve ser prático, exequível e estar sempre focado em resultados reais à organização. Não temos nenhuma dúvida em afirmar que o gerenciamento de resíduos pode ir muito além do atendimento das exigências legais e ser estratégico para a empresa, gerando resultados significativos, por isso o PGRS é fundamental e indispensável para se traçar o que se quer alcançar. Já no Nível 2 Estão as empresas que já segregam os resíduos e destinam conforme a segregação, ou seja, implantaram e praticam o que foi planejado no PGRS, considerando os aspectos operacionais. Neste nível o desafio é, além de operacional, cultural, afinal, na elaboração do PGRS ainda estamos no nível das ideias, e como se diz: “papel aceita qualquer coisa”. Neste sentido, o envolvimento de todos da empresa é indispensável, desde os funcionários gerenciais (incluindo a alta gestão) até a equipe operacional, que torna os treinamentos indispensáveis. No nível 3 Incluímos as empresas que além da parte operacional também já praticam ações administrativas do gerenciamento de resíduos, realizando o registro dos dados relacionados aos resíduos gerados e elaborando relatórios. Para realização desses registros, ainda é muito comum o uso do excel. Quanto aos relatórios, esses normalmente estão relacionada à alguma exigência legal, como a entrega do inventário anual de resíduos ou à alguma auditoria, como a ISO 14.0001 ou PBQP_H (construção civil). Em relação ao nível 4 Contemplamos as empresas que, além do simples registro dos resíduos gerados/destinados também exigem os CTRs/MTRs das coletas/destinações, bem como controlam a documentação das empresas transportadoras e áreas receptoras. As principais dificuldades desse nível estão relacionadas ao controle dos MTRs/CTRs, como no caso de identificação de pendências, e em relação à documentação dos transportadores e áreas receptora podemos citar a dificuldade de controlar todos os vencimentos, o que muitas vezes é feito através de agendas ou alertas no próprio excel. A execução eficaz desses procedimentos garante à empresa a total segurança em relação aos procedimentos realizados, estando essa adequadamente resguardada em qualquer situação, seja uma auditoria ou fiscalização. Por isso alcançar o nível 4 no gerenciamento de resíduos é indispensável para o pleno atendimento das exigências legais. Por sua vez o nível 5 É considerado como o mais avançado, uma vez que vai além do atendimento das exigências legais. Esse é o nível de maturidade que de fato fará com o que gerenciamento de resíduos gere resultados efetivos à empresa. Neste nível estão as empresas que usam os dados relacionados os resíduos gerados em benefício da empresa, fazendo análises e atuando no sentido de corrigir os desvios, o que gerará melhoria contínua, o que consequentemente gerará redução de custos, riscos e melhoria da produção. O adequado registro dos dados e a elaboração relatórios são base fundamental para a análise, sendo que o uso de métodos eficazes de compilação e organização dessas informações tornará o processo mais dinâmico e prático. Além disso, o envolvimento de profissionais de áreas diversas da empresa será indispensável, uma vez que os responsáveis pela área ambiental não possuem todas as respostas e muitas vezes não tem a autônima para correção de desvios e possibilidades de melhoria encontrados. A tabela a seguir compila a classificação apresentada, assim ficará mais fácil a análise. Análise do gerenciamento de resíduos Como citei, essa é uma análise preliminar, que pode ser feita em poucos minutos e se baseia em temas macros, não considerando os detalhes de cada um deles. Para se conhecer a fundo a realidade da empresa em relação ao gerenciamento de resíduos recomendamos realizar uma auditoria com profissional capacitado, assim, cada item será avaliado com detalhe e as peculiaridades consideradas. Assim, o desenvolvimento de um plano de ação de melhoria contínua estará muito melhor embasado, além, é claro, de se evitar surpresas em auditorias externas ou fiscalizações. Além do enquadramento do nível em que sua empresa se encontra também é importante avaliar a eficácia dos procedimentos realizados, uma vez a ineficácia de determinadas ações poderá ser entrave
Neste mês de maio a NETResíduos e a Ambiência Soluções Sustentáveis iniciaram uma série de vídeos que tem como principal objetivo esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o Gerenciamento de Resíduos de forma rápida e prática, em apenas 1 minuto, o Minuto Gerenciando Resíduos. Henrique Ribeiro CEO da NETResíduos e da Ambiência Soluções Sustentáveis conduz a narrativa de forma simples e objetiva, ele nos contou um pouco dessa experiência “é muito gratificante compartilhar o conhecimento que nós temos devido a nossa experiência de mercado e as expertises dos profissionais que compõe nosso time. Todos os temas foram pensados para solucionar questões que ocorrem no dia a dia de todos nós que gerenciamos resíduos. Nosso maior propósito é difundir o gerenciamento de resíduos para toda a sociedade pois, o resíduo é um problema de todos nós e merece ser olhado com atenção. ” Toda terça-feira temos em nosso canal no youtube um vídeo novo do Minuto Gerenciando Resíduos. Se inscreva para receber as nossas novidades e compartilhe essas informações em suas redes sociais. Venha nos ajudar a difundir o Gerenciamento de Resíduos para todos! Veja os vídeos que já foram publicados: Entre em contato com um de nossos consultores e veja como podemos tornar o seu Gerenciamento de Resíduos mais eficiente! Você conhece nossa plataforma online para Gerenciamento de Resíduos? O NETResíduos é uma solução online para o gerenciamento e total controle dos dados de geração, transporte e destinação de resíduos. Um sistema rápido, fácil e intuitivo que te ajuda a estar em dia com as exigências legais e promover a melhoria continua dos processos produtivos. Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades!
O responsável pelo resíduo gerado, analisando exclusivamente a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/10) – e o decreto que a regulamenta (Decreto nº 7.404/10), são os geradores. Inicialmente, devemos considerar que são geradores de resíduos sólidos: “as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo”, as quais estão sujeitas à observância da PNRS. Alguns desses geradores, segundo a PNRS, estão obrigados a elaborarem e implantarem o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), documento de suma importância para o correto manejo dos resíduos sólidos, sendo eles: Indústrias; Unidades de Saúde; Minerações; Construtoras; Terminais e outras instalações de transporte; Empresas responsáveis pelos serviços públicos de saneamento básico; Estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos e resíduos não perigosos e que não são equiparados aos resíduos domiciliares; Empresas com realização de atividades agrossilvopastoris. À essas empresas recai a responsabilidade pela implementação e operacionalização integral do plano de gerenciamento de resíduos sólidos; sendo que a inexistência de lei municipal específica sobre o tema não desobriga as empresas em elaboração e implantação do plano, uma vez que a a PNRS tem abrangência nacional. Além do PGRS, deve-se também considerar a responsabilidade compartilhada, um dos princípios de destaque da política nacional, a qual, segundo a referida legislação deve \”ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos\”. Nesta mesma análise, deve-se incluir ainda o ciclo de vida dos produtos, que, segundo o decreto que regulamenta a PNRS, é de responsabilidade de: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos\”. Diante dessa breve análise, e em linhas gerais, cabe ao gerador elaborar e implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, bem como se responsabilizar e assegurar o correto manejo dos resíduos gerados, desde sua origem até a destinação final. Por fim, reforça-se que, como citado, a avaliação aqui apresentada, somente considera a PNRS e seu decreto, sendo que, para o correto gerenciamento de resíduos, é de suma importância a avaliação de outras leis e normas vigentes, nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Como a NETResíduos pode ajudar A NETResíduos é especialista em resíduos e possui um extenso portfólio de soluções e serviços para o gerenciamento de resíduos. Entre em contato com nossos especialistas e faremos de tudo ao nosso alcance para evoluir sua gestão ambiental.
Uma oportunidade de conhecer as melhores práticas e discutir sobre a sustentabilidade! Nesta sexta-feira, dia 22 de setembro, Belo Horizonte recebeu o 1° Fórum Municipal Lixo Zero BH. O evento foi um sucesso e contou com a participação de diversos palestrantes ligados as questões de reciclagem, sustentabilidade, políticas públicas e conscientização ambiental. Cris Pimenta, organizadora do evento, Henrique Ribeiro, CEO da NetResíduos e Travis Higgnis, representante do Movimento Lixo Zero Henrique Ribeiro, CEO da NETResíduos, participou do bate-papo sobre desenvolvimento local e políticas públicas, falando um pouco sobre a legislação vigente em Belo Horizonte e a importância de se colocar o plano Municipal de gerenciamento de resíduos em prática. Os resíduos são um problema da sociedade, seja estes domiciliares, industriais, da construção civil ou mesmo hospitalares. Henrique Ribeiro, CEO da NETResíduos O bate-papo contou ainda com a presença Ângela Oliveira, do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) e da Laura Ferrano, Assessora Parlamentar do Partido Novo. Ângela Oliveira do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), Henrique Ribeiro, NETResíduos, Laura Ferrano, Partido Novo e Carolina Antunes, Naação. A Ambiência e a NETResíduos foram patrocinadoras oficiais do evento. Acreditamos que ações que fomentam discussões, propõe novas soluções e reúnem pessoas engajadas em melhorar sua relação com os resíduos, são fundamentais para nossa sociedade. Em nossas redes sociais você pode acompanhar um pouco mais do evento e assistir a transmissão ao vivo da palestra da NETResíduos. #GerenciamentoDeResiduosParaTodos
Você sabe como são classificados os Resíduos Sólidos? A classificação de Resíduos Sólidos envolve a identificação do processo ou atividade do qual ele originou. Além disso, precisamos identificar seus constituintes e características, a comparação destes constituintes com listagens de resíduos e substâncias e seu impacto à saúde e ao meio ambiente. Os resíduos classificados segundo a NBR 10.004/2004 Resíduos Classe I – Perigosos De acordo com a NBR 10004/2004, resíduos perigosos são aqueles que apresentam periculosidade, “(..) característica apresentada por um resíduo que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, pode apresentar: risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices; riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada.” Você já ouviu falar sobre as características de periculosidade? Para Resíduos Classe I estes são: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Na construção civil podemos citar como exemplos de resíduos perigosos as tintas, impermeabilizantes e produtos químicos em geral. Resíduos Classe II A – Não Perigosos Não Inertes São resíduos que podem apresentar propriedades como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Alguns exemplos que podemos encontrar no canteiro de obras são lamas de sistemas de tratamento de águas, limalha de ferro, poliuretano, fibras de vidro, lodos provenientes de filtros, EPIs (uniformes e botas de borracha) e gessos. Resíduos Classe II B – Não Perigosos Inertes São resíduos que podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, pois não sofrem qualquer tipo de alteração em sua composição com o passar do tempo. O solo e Concreto/cerâmico são exemplos de Resíduos Classe II B. Segundo a Resolução Conama Nº 307/2002 a classificação funciona da seguinte maneira: A Resolução Conama Nº 307/2002, estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a Gerenciamento dos Resíduos da construção civil. De acordo com esta resolução, é baseado a segregação e organização dos resíduos no canteiro de obras, sendo classificados em 4 classe: A, B, C e D. Classe A São os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; De construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimentos etc.); De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fios e etc.); Classe B Resíduos recicláveis para outras destinações tais como: plástico, papel, metal, vidro, madeira e gesso. Classe C São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação. Pode-se citar como exemplo dos resíduos Classe C que são gerados na construção civil: espumas expansivas, fitas de amarração de blocos de concreto, telas de proteção, etc. Classe D São resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde. Baseado nas normas citadas e na vivência de obra a Ambiência Soluções Sustentáveis criou uma nomenclatura de fácil entendimento para os Resíduos Sólidos encontrados no canteiro de obras, veja como é simples e didático: Quer saber mais sobre como implantar o Gerenciamento de Resíduos na Construção Civil e fazer a classificação dos Resíduos Sólidos para ter um Gerenciamento de Resíduos de forma eficiente? Leia nosso artigo Como Implantar o Gerenciamento de Residuos.
Para a implantação do Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil são necessárias adaptações físicas e culturais na obra, de forma a estabelecer diretrizes diferenciadas na rotina da obra para a eficiência do projeto. Como deve acontecer a implantação do gerenciamento de resíduos? Após a elaboração do PGRCC – Plano de Gerenciamento Resíduos da Construção Civil., para o start inicial do projeto são necessárias visitas periódicas de um profissional da área ambiental, com experiência em gerenciamento de resíduos, com o objetivo de checar a realização das atividades planejadas. O apoio remoto através meio de e-mails e telefone também é essencial para uma boa implantação, visando orientar à obra quanto às definições dos procedimentos operacionais e administrativos. O primeiro passo das atividades operacionais são as instalações das estruturas para armazenamento dos resíduos (baias, caixotes, lixeiras e afins), de acordo com o planejado no PGRCC – Plano de Gerenciamento Resíduos da Construção Civil. Quer uma dica especial para essa fase no caso da implantação ocorrer em obras já em andamento? Faça um mutirão de limpeza! Elimine do ambiente o acúmulo indevido de resíduos e, assim, inicie as atividades do gerenciamento com mais eficiência. Também é importante trabalhar a comunicação visual no ambiente da obra, neste caso é necessário identificar as estruturas de armazenamento de resíduos e inserir placas de sensibilização. Além das questões operacionais, as ações administrativas são fundamentais, estas são responsáveis por organizar as informações e documentar as atividades. Veja abaixo quais pastas são importantes no gerenciamento de resíduos: Outro ponto importante que devemos destacar na implantação do Gerenciamento de Resíduos é o Controle de Transporte de Resíduos (CTRs), deve-se ter um bom treinamento de como preencher e conferir para evitar erros e prejuízos para as obras. Para finalizar com chave de ouro a implantação do Gerenciamento de Resíduos, é necessário que todos os colaboradores estejam envolvidos e dispostos a realizar as atividades diariamente, pois bem sabemos que este é um processo continuo. Para a eficiência do projeto é primordial capacitar e sensibilizar esses profissionais multiplicadores, esse investimento valerá muito a pena! Você conhece a Capacitação e Sensibilização da Ambiência? Clique aqui e leia mais sobre esse programa diferenciado. Pronto, agora você já compreendeu um pouco mais sobre o Gerenciamento de Resíduos no canteiro de obras! Quer conhecer um software que te ajuda nesse processo? Saiba mais sobre a NETResíduos, uma solução online de Gerenciamento de Resíduos.
O Gerenciamento de Resíduos no canteiro de obra deve considerar muito além das obrigações legais e normativas, e não deve ser visto como um entrave ao processo produtivo, muito pelo contrário, é necessário ser priorizado visando a conquista dos inúmeros benefícios ao ambiente de trabalho, aos colaboradores, à construtora e à sociedade. Geração e Destinação dos Resíduos A implantação de Gerenciamento de Resíduos se justifica se atentarmos ao alto índice de geração de resíduos no setor da construção civil que é considerado um dos mais impactantes da sociedade, sendo responsável – segundo o MMA – Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2012) – por um volume de resíduo que pode representar o dobro dos resíduos domiciliares gerados nos municípios brasileiros. Apesar do alto índice de geração, o setor da construção civil apresenta taxas irrisórias de reaproveitamento e reciclagem, o que induz a alarmantes, e crescentes, casos de deposições clandestinas, uma vez que os resíduos gerados nas obras não são vistos como matérias primas, resultando no descarte inadequado. Ocorrências de deposições clandestinas nos municípios brasileiros são, infelizmente, corriqueiras. Tal situação está diretamente associada a impactos ambientais significativos e altos custos para o poder público municipal, como ocorre, por exemplo, no município de Santo André/SP, que, segundo Macario (2016), gasta R$ 550 mil mensais para limpeza dos mais de 100 pontos de descartes irregulares. O grande volume de deposição clandestina remete à importância das construtoras contratarem transportadores e áreas receptoras devidamente licenciadas e de exigirem a apresentação de CTRs (comprovante de transporte de resíduos), o que garante a destinação correta e o devido registro dos procedimentos realizados. Resíduos: custos e desperdício A geração de resíduos deve sempre ser considerada como desperdício e custo. Neste aspecto, por exemplo, a melhoria no armazenamento e transporte dos materiais no canteiro de obras será responsável pela drástica redução da perda (geração de resíduos), e consequentemente, contribuirá para gerar economia ao empreendimento. Além da economia, um sistema de gerenciamento de resíduos, adequadamente implantado, trará ao canteiro de obras uma relevante melhoria na organização e limpeza, além de melhorar o ambiente de trabalho. Todos esses fatores irão colaborar para a redução do risco de acidentes e contribuirão significativamente para a melhoria da imagem da construtora. Os aspectos legais do Gerenciamento de Resíduos Vale lembrar também dos aspectos legais, considerando que a implantação do gerenciamento de resíduos nos canteiros de obras é indiscutível, uma vez que o tema é regulamentado, tanto em âmbito nacional, estadual e municipal, com destaque para a primeira resolução sobre o tema no Brasil, a Resolução Conama nº 307/02 que “estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil”, que é referência para todas as leis e normas publicadas posteriormente, como por exemplo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/10, clique aqui e saiba mais sobre nossa política nacional. No âmbito municipal, as leis têm caráter mais prático e operacional, essas visam à regulação dos agentes relacionados ao fluxo do RCC, como é o caso da Lei nº 10.522/12 em Belo Horizonte/MG e a Lei nº 10.280/09 de Uberlândia/MG, que são ferramentas importantes para as ações fiscalizatórias, que podem impactar diretamente os empreendimentos. Na esfera regulatória deve-se também citar as inúmeras exigências normativas – direta ou indiretamente relacionadas ao gerenciamento de resíduos – de cerificações como: PBQP-H, ISO 9001, ISO 14.000, AQUA, LEED e Casa Azul. Saiba mais sobre as questões legais do Gerenciamento de Resíduos. Por fim, vale a pena ressaltar que a implantação do registro da geração de resíduos gerará um importante banco de dados que poderá ser empregado pela construtora tanto em procedimentos relacionados à melhoria contínua dos processos quanto em planejamento de novos empreendimentos. Como Implantar uma Solução Para saber mais sobre como implementar um sistema de gerenciamento de resíduos eficaz e os benefícios que ele pode trazer para sua obra, entre em contato conosco através do nosso site. Estamos prontos para ajudar você a transformar a gestão de resíduos em um diferencial competitivo para sua construtora. REFERÊNCIAS BELO HORIZONTE (Município). Constituição (2012). Lei nº 10522, de 28 de agosto de 2012. Institui o Sistema de Gestão Sustentável de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos – SGRCC – e o Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos – PMRCC, e dá outras providências.2012. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente, ICLEI – Brasil. Planos de gestão de resíduos sólidos: manual de orientação. Brasília, 2012. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Resolução no 307, de 05 de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF. 2002. BRASIL. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativa de População – 2015. MACARIO, Daniel. Semasa gasta R$ 550 mil por mês com descarte irregular. 2016. Disponível em: Semasa gasta R$ 550 mil por mês com descarte irregular – 31/07/2016 | Diário do Grande ABC. Acesso em: 31 jul. 2016. UBERLÂNDIA (Município). Lei nº 10280, de 28 de setembro de 2009. Institui o Sistema Municipal para a Gestão Sustentável de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos. 2009.
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