Engenheiro Ambiental controlando dados para produção de relatórios de sustentabilidade.
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Ambiental Voluntário

Produção de relatórios de sustentabilidade

Relatórios de Sustentabilidade  As empresas de construção civil operam em um contexto complexo onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade crescente. Este setor, tradicionalmente caracterizado por um grande consumo de matérias-primas, enfrenta desafios significativos para equilibrar suas responsabilidades econômicas, sociais e ambientais.  A sustentabilidade se tornou uma prioridade crescente na construção civil, devido aos desafios ambientais e sociais que o setor enfrenta. As empresas que adotam práticas sustentáveis podem obter diversos benefícios, como a redução dos impactos ambientais, a melhoria da qualidade de vida e a redução de custos.  Ao adotar práticas sustentáveis e produção de relatórios de sustentabilidade baseados em metodologias reconhecidas, as empresas podem não apenas minimizar seu impacto ambiental, mas também fortalecer sua posição competitiva e atender às expectativas de um mercado cada vez mais consciente e regulamentado.  A proporção de empresas listadas em bolsa que produzem relatório de sustentabilidade varia de acordo com o país e o índice específico da bolsa.  No Brasil, por exemplo, a B3 (antiga Bovespa) possui diferentes índices, cada um com suas próprias características e exigências em relação à sustentabilidade. Alguns exemplos:  Índice Bovespa (IBOV): Em 2021, 94% das empresas do IBOV divulgaram relatórios de sustentabilidade, segundo a B3.  Índice S&P Brasil ESG: Este índice, lançado em 2022, é composto por empresas que se destacam em práticas de governança corporativa, responsabilidade social e ambiental. Todas as empresas do índice são obrigadas a publicar relatórios de sustentabilidade.  Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE): Criado em 1997, o ISE é o índice mais antigo de sustentabilidade da América Latina. Para participar do ISE, as empresas precisam atender a uma série de critérios, incluindo a publicação de um relatório de sustentabilidade. Em 2023, o índice era composto por 40 empresas.  Fatores que influenciam a publicação de relatórios:  Tamanho da empresa: Empresas maiores geralmente têm mais recursos para investir em práticas de sustentabilidade e na produção de relatórios.  Setor de atuação: Alguns setores, como o financeiro e o de energia, são mais propensos a publicar relatórios de sustentabilidade do que outros.  Pressão do mercado: Investidores e consumidores estão cada vez mais exigindo que as empresas demonstrem seu compromisso com a sustentabilidade. Isso está levando mais empresas a publicar relatórios.    Tendências:  A expectativa é que a proporção de empresas que publicam relatórios de sustentabilidade continue a crescer nos próximos anos. Isso se deve a diversos fatores, como:  Aumento da regulamentação em relação à sustentabilidade.  Maior consciência da importância da sustentabilidade por parte das empresas e dos consumidores.  Maior disponibilidade de ferramentas e recursos para auxiliar as empresas na produção de relatórios de sustentabilidade.  segundo a Pesquisa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS):  Reportar informações socioambientais é um hábito já assimilado pelas empresas brasileiras há quase três décadas. O cenário é de busca por uma maior padronização das informações ambientais, sociais e de governança.  No Brasil, recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reforçou a agenda dos relatos não financeiros ao lançar uma resolução que obriga as companhias de capital aberto a publicarem relatórios a partir de 2026.  98% dos investidores brasileiros afirmam que os relatórios corporativos de sustentabilidade contém informações não comprovadas – o chamado greenwashing (PwC, 2022)  (91%) adota o padrão da Global Reporting Initiative (GRI), de forma isolada ou em conjunto com outras diretrizes; 63% dos relatórios analisados trazem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU prioritários da empresa, mas somente 10% definiram metas claras ligadas aos ODS. (CEBDS, 2022)  70% das empresas consideram o tema de grande materialidade para seus negócios, sendo esse o tema de meio ambiente mais importante – o segundo é a gestão da água, uma preocupação material para 42% das companhias. Ao mesmo tempo, o Reporting Matters mostrou que 58% possuem compromisso net zero (de reduzir as emissões de gases do efeito estufa) até 2050; mas 28,5% dos relatórios analisados não apresentam nenhum tipo de compromisso formal em reduzir e neutralizar as emissões que agravam o aquecimento global. Outras inciativas e projetos para promover práticas mais sustentáveis:  Além da produção de relatórios de sustentabilidade, diversas iniciativas e projetos de médio a longo prazo estão sendo implementados pelas empresas de construção civil. Adoção de materiais de construção sustentáveis: Materiais reciclados: Uso de materiais reciclados como agregados, aço e madeira em projetos de construção.  Materiais de origem local: Redução da pegada de carbono e do impacto ambiental do transporte ao utilizar materiais de origem local.  Materiais com baixo impacto ambiental: Priorizar materiais com menor impacto ambiental durante todo o ciclo de vida, desde a extração até a disposição final.  Materiais certificados: Utilizar materiais com certificações que garantem práticas de produção sustentáveis, como FSC (madeira) e LEED (materiais de construção).  Eficiência energética em edifícios: Projeto arquitetônico bioclimático: Orientação solar adequada, ventilação natural e uso de elementos vegetais para reduzir a necessidade de climatização artificial.  Isolamento térmico eficiente: Implementação de isolamento térmico nas paredes, telhados e janelas para reduzir a perda de calor no inverno e a entrada de calor no verão.  Instalação de sistemas de energia renovável: Painéis solares, turbinas eólicas e outros sistemas para gerar energia limpa e reduzir o consumo de energia da rede elétrica.  Eletrodomésticos e iluminação eficientes: Uso de eletrodomésticos e lâmpadas com alto índice de eficiência energética para reduzir o consumo de energia.  Sistemas de automação predial: Implementação de sistemas inteligentes para controlar a iluminação, climatização e outros sistemas do edifício, otimizando o consumo de energia.  Gestão eficiente da água: Captação e reuso de água da chuva: Coleta e armazenamento da água da chuva para uso em descargas, irrigação e outras atividades que não necessitem de água potável.  Instalação de torneiras e chuveiros com baixo consumo: Reduzir o consumo de água potável através de torneiras e chuveiros com tecnologia de baixo fluxo.  Reuso de água cinza: Tratamento e reuso da água cinza proveniente de pias e lavatórios para fins não potáveis como irrigação de jardins.  Implementação de sistemas de captação de água subterrânea: Utilização de água subterrânea para atender às necessidades do edifício, reduzindo a dependência da água potável da rede pública.  Redução

uma construtora que respeita o meio ambiente, valoriza os resíduos e ganha com créditos de carbono
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Ambiental Voluntário Economia

Emissões de Gases de Efeito Estufa

Greenwashing e Créditos de Carbono: Uma Análise Crítica Nos últimos anos, o mercado de créditos de carbono tem ganhado destaque como uma ferramenta essencial na luta contra as mudanças climáticas. No entanto, junto com seu crescimento, surgem preocupações sobre práticas de greenwashing, onde empresas fazem alegações enganosas sobre seus esforços ambientais para melhorar sua imagem pública. Recentemente, o governo brasileiro regulamentou o mercado de créditos de carbono, com foco na exportação desses créditos para países e empresas que precisam compensar suas emissões. Embora essa regulamentação seja um passo importante, é crucial garantir que as práticas de compensação sejam transparentes e eficazes. Um exemplo de preocupação é a recente operação da Polícia Federal contra fraudes na concessão de créditos de carbono a multinacionais. Esse tipo de fraude não só prejudica a credibilidade do mercado, mas também mina os esforços globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a aprovação da regulamentação do mercado de carbono pela Câmara dos Deputados é um avanço significativo. No entanto, é fundamental que as empresas não utilizem esses créditos apenas como uma forma de “lavar” suas imagens, sem implementar mudanças reais em suas operações. Para evitar o greenwashing, é essencial que haja uma fiscalização rigorosa e que as empresas sejam transparentes sobre suas práticas de compensação. A sociedade deve estar atenta e exigir que as ações ambientais das empresas sejam genuínas e eficazes. Calculadora de Emissões de Gases de Efeito Estufa Uma ferramenta importante nesse contexto é a Calculadora de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), disponibilizada pelo Ministério das Cidades. Essa calculadora permite simular e estimar as emissões de GEE em diferentes cenários tecnológicos, utilizando a metodologia de avaliação do ciclo de vida (ACV). Com ela, é possível inserir dados locais reais para gerar cenários que representem alternativas tecnológicas para o manejo de resíduos, contribuindo para a transparência e eficácia das ações de mitigação. Como a NETResíduos auxilia a reduzir Emissões de Gases de Efeito Estufa A NETResíduos ajuda as empresas a reduzir emissões de GEE por meio de um gerenciamento eficiente de resíduos, promovendo a reciclagem, redução de desperdícios e reutilização de materiais. A plataforma permite o monitoramento preciso e a quantificação das emissões, fornecendo dados transparentes que auxiliam na elaboração de relatórios de sustentabilidade e na comprovação de ações ambientais genuínas, evitando práticas de greenwashing. Além disso, a NETResíduos oferece relatórios detalhados e rastreabilidade dos resíduos, permitindo que as empresas identifiquem oportunidades para otimizar processos e adotar tecnologias mais sustentáveis, contribuindo para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e o alinhamento com padrões ambientais rigorosos. 1: Fonte: Governo Brasileiro regulamenta mercado de créditos de carbono 2: Fonte: Operação da Polícia Federal contra fraudes em créditos de carbono 3: Fonte: Calculadora de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Manejo de RSU