Sempre nos deparamos com a necessidade de avaliar o gerenciamento de resíduos das empresas, e o comparativo entre instituições é uma demanda recorrente das pessoas que conversamos. Ao longo de 8 anos de atuação exclusiva em gestão e gerenciamento de resíduos evoluímos nosso método de avaliação do gerenciamento de resíduos e hoje temos um procedimento justo e eficaz para auditoria de sistemas de gerenciamento de resíduos, que pode ser aplicado a qualquer tipo de empresa, como por exemplo: indústrias, hospitais e construtoras (obras). No caso de não ser possível realizar uma auditoria completa, o que demanda mais tempo, é possível fazer avaliação mais rápida, preliminar, no sentido de responder uma pergunta simples que sempre recebemos: “Qual o nível de maturidade do gerenciamento de resíduos de minha empresa?” E é exatamente isso que vou apresentar neste artigo. Essa avaliação preliminar do gerenciamento de resíduos, apesar de simples e rápida é muito eficaz, pois apresenta onde a empresa se encontra e demonstra onde ela pode chegar. A classificação se divide em 5 níveis, representados por estrelas. Se você não obteve nenhuma estrela não tem gerenciamento de resíduos implantado e se alcançou 5 estrelas está no topo da maturidade/desenvolvimento do gerenciamento de resíduos. Simples e objetivo. Organizamos essa classificação de forma escalonada, pois entendemos que o gerenciamento de resíduos é um processo que evolui, que pode ser melhorado a cada dia e que deve sempre considerar o ciclo do PDCA (Planejar, executar, verificar, ajustar). Dessa forma, na avaliação, se fosse possui algum elemento do nível 2, mas não possui nada do nível 1, é melhor “voltar uma casa”, pois você poderá ter dificuldade de avançar ao próximo nível se a base não estiver bem estruturada. O nível 1 É considerado o mais básico, inicial, no qual incluímos as empresas que já possuem Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) elaborado. Essa é uma etapa importante, de planejamento, e indispensável para o sucesso nas demais etapas. Um bom PGRS deve considerar, além das exigências legais, as peculiaridades da empresa e da região em que essa está localizada. Além disso, o planejamento deve ser prático, exequível e estar sempre focado em resultados reais à organização. Não temos nenhuma dúvida em afirmar que o gerenciamento de resíduos pode ir muito além do atendimento das exigências legais e ser estratégico para a empresa, gerando resultados significativos, por isso o PGRS é fundamental e indispensável para se traçar o que se quer alcançar. Já no Nível 2 Estão as empresas que já segregam os resíduos e destinam conforme a segregação, ou seja, implantaram e praticam o que foi planejado no PGRS, considerando os aspectos operacionais. Neste nível o desafio é, além de operacional, cultural, afinal, na elaboração do PGRS ainda estamos no nível das ideias, e como se diz: “papel aceita qualquer coisa”. Neste sentido, o envolvimento de todos da empresa é indispensável, desde os funcionários gerenciais (incluindo a alta gestão) até a equipe operacional, que torna os treinamentos indispensáveis. No nível 3 Incluímos as empresas que além da parte operacional também já praticam ações administrativas do gerenciamento de resíduos, realizando o registro dos dados relacionados aos resíduos gerados e elaborando relatórios. Para realização desses registros, ainda é muito comum o uso do excel. Quanto aos relatórios, esses normalmente estão relacionada à alguma exigência legal, como a entrega do inventário anual de resíduos ou à alguma auditoria, como a ISO 14.0001 ou PBQP_H (construção civil). Em relação ao nível 4 Contemplamos as empresas que, além do simples registro dos resíduos gerados/destinados também exigem os CTRs/MTRs das coletas/destinações, bem como controlam a documentação das empresas transportadoras e áreas receptoras. As principais dificuldades desse nível estão relacionadas ao controle dos MTRs/CTRs, como no caso de identificação de pendências, e em relação à documentação dos transportadores e áreas receptora podemos citar a dificuldade de controlar todos os vencimentos, o que muitas vezes é feito através de agendas ou alertas no próprio excel. A execução eficaz desses procedimentos garante à empresa a total segurança em relação aos procedimentos realizados, estando essa adequadamente resguardada em qualquer situação, seja uma auditoria ou fiscalização. Por isso alcançar o nível 4 no gerenciamento de resíduos é indispensável para o pleno atendimento das exigências legais. Por sua vez o nível 5 É considerado como o mais avançado, uma vez que vai além do atendimento das exigências legais. Esse é o nível de maturidade que de fato fará com o que gerenciamento de resíduos gere resultados efetivos à empresa. Neste nível estão as empresas que usam os dados relacionados os resíduos gerados em benefício da empresa, fazendo análises e atuando no sentido de corrigir os desvios, o que gerará melhoria contínua, o que consequentemente gerará redução de custos, riscos e melhoria da produção. O adequado registro dos dados e a elaboração relatórios são base fundamental para a análise, sendo que o uso de métodos eficazes de compilação e organização dessas informações tornará o processo mais dinâmico e prático. Além disso, o envolvimento de profissionais de áreas diversas da empresa será indispensável, uma vez que os responsáveis pela área ambiental não possuem todas as respostas e muitas vezes não tem a autônima para correção de desvios e possibilidades de melhoria encontrados. A tabela a seguir compila a classificação apresentada, assim ficará mais fácil a análise. Análise do gerenciamento de resíduos Como citei, essa é uma análise preliminar, que pode ser feita em poucos minutos e se baseia em temas macros, não considerando os detalhes de cada um deles. Para se conhecer a fundo a realidade da empresa em relação ao gerenciamento de resíduos recomendamos realizar uma auditoria com profissional capacitado, assim, cada item será avaliado com detalhe e as peculiaridades consideradas. Assim, o desenvolvimento de um plano de ação de melhoria contínua estará muito melhor embasado, além, é claro, de se evitar surpresas em auditorias externas ou fiscalizações. Além do enquadramento do nível em que sua empresa se encontra também é importante avaliar a eficácia dos procedimentos realizados, uma vez a ineficácia de determinadas ações poderá ser entrave
No dia 21 de junho Henrique Ribeiro e Frederico Carneiro estiveram presentes no evento FIEMGLab. Sustentabilidade, um encontro de negócios que aconteceu na Semana de Produção e Consumo Sustentáveis 2017. A iniciativa teve como objetivo acelerar o crescimento de startups para criar negócios de sucesso e inspirar a indústria mineira. Henrique Ribeiro apresentando a NETResíduos Diante de um cenário mundial desafiador, a indústria mineira busca caminhos que garantam um desenvolvimento sustentável. E a proposta do FIEMG Lab Sustentabilidade foi justamente debater cada um desses desafios unindo as soluções e a tecnologia das startups às necessidades de vários players da cadeia de setores industriais. Apresentação do sistema NETResíduos Para Frederico Carneiro, “o evento foi fantástico pois o público presente era proveniente de grandes empresas e todos estavam interessados em conhecer as inovações apresentadas pelas empresas palestrantes. Nossa apresentação focou nos resultados que nossos clientes alcançam com o uso da plataforma NETResíduos o que gerou grande interesse dos presentes em conhecer mais sobre o sistema. Ao final das apresentações houve uma rodada de perguntas e o público foi bem participativo, gerando discussões de alto nível e relevantes sobre o tema sustentabilidade”. Selson Gomes, André Medina, Henrique Ribeiro e Fred Carneiro Palestrantes do FIEMGLab. Sustentabilidade
Autor: Frederico F. Carneiro, Graduado em Ciência da Computação, Pós Graduado em Gestão de Projetos Um recente estudo do renomado instituto de pesquisa McKinsey Global Institute alerta que 98% da economia está sendo influenciada pelos processos de modernização e digitalização. Nunca se viveu em uma era na qual fosse tão importante para as empresas reverem seus processos internos e se adaptarem às novas tendências para se manterem competitivas, diferenciando de seus concorrentes, e prontas para encarar crises. Por isso as empresas devem, a cada dia mais, se atentar ao fato que os trabalhos estão ficando cada vez mais dependentes de tecnologia, este é um caminho sem volta, ou as empresas se digitalizam ou morrem. MAS COMO ESSAS MUDANÇAS AFETAM DIRETAMENTE NOSSAS VIDAS? Vamos tomar como exemplo os jornais, a rádio e a televisão, que até o século passado eram os maiores meios de comunicação da sociedade e hoje se desmancham às nossas vistas. O jornal, em mídia impressa, já não é tão relevante e deu lugar à noticiários online nos quais os acontecimentos são narrados em tempo real como no Twitter, Facebook e outros. As rádios já perderam espaço para o streaming como serviços Spotify e iTunes. E o que dizer da televisão? Estamos vivendo na era em que ela está passando pela sua maior transformação desde que foi inventada. Serviços como Netflix e Youtube deram ao telespectador o poder que decidir o que ver e quando quer ver. Vivemos uma revolução digital e apenas aquelas empresas que conseguirem fazer uso da tecnologia conseguirão transformar seus ambientes de trabalho de tal forma a se manterem competitivas no mercado. Neste aspecto, grandes empresas, embasadas em tecnologia digital, têm influenciado setores tradicionais, como o de transporte e hotelaria, como demonstrado na imagem a seguir. Imagem 1 – Era Digital: grandes empresas digitais sem nenhum ativo ACESSO À TECNOLOGIA No início dos anos 2000, a tecnologia ainda era cara em países como o Brasil. Computadores eram importados e os softwares existentes eram produtos de prateleira de grandes empresas americanas como Microsoft e IBM, sendo que a compra da licença e implantação poderiam custar alguns milhares de reais. Além disso, a internet havia pouco mais de 5 anos de vida no país, ainda era discada e possibilitava apenas a troca de mensagens via e-mail e a navegação em websites pouco amigáveis. Adquirir servidores e software custavam caro às companhias, valores que inviabilizariam suas operações, não justificando assim o benefício prometido. Mas hoje, todo esse panorama mudou, e muito! Com o advento das tecnologias nuvem (cloud), hoje é acessível para qualquer empresa possuir supercomputadores que realizam processamentos de dados, processo antes acessíveis apenas a super empresas como a NASA e Governos de países desenvolvidos. O modelo de negócio que permitiu qualquer empresa ter acesso a tecnologia é conhecido como “modelo de serviço”, como por exemplo, o “Plataform as a service” e o “software as a service”, ou respectivamente, plataforma como serviço e software como serviço. A plataforma ou software como serviço funciona de maneira a empresa alugar por um baixo valor mensal, a infraestrutura e o software desejado, assim, o “SAAS” (software as a service) abre um mundo de oportunidades para que as empresas testem os benefícios de um software sem ter que gastar rios de dinheiro com licenças de uso, implantações demoradas e treinamento de equipe. A INOVAÇÃO NAS GRANDES EMPRESAS Como citado, a capacidade de inovar das empresas é o fator que dita quem permanece no mercado e quem fechará suas portas, porém inovar não é fácil. Grandes empresas possuem processos burocráticos e complexos, que acarretam em dificuldades de inovação, porque elas estão muito focadas em seu negócio. Muitas dessas empresas não se arriscam em inovar por medo de perder dinheiro ou por não possuírem em suas equipes colaboradores visionários com as ideias ousadas que mudarão o mundo. É nesse contexto que as startups surgem, oferecendo um leque tecnologias para solucionar problemas que antes era deixados de lado ou que nem eram conhecidos. A adoção de tecnologias criadas por startups pode ser visto como uma terceirização de um departamento de pesquisa e desenvolvimento. Atualmente há disponíveis soluções para os mais diversos setores da indústria e a tendência é de que mais e mais startups sejam criadas e que tenham suas tecnologias absorvidas por outras empresas. Neste aspecto, alguns setores estão mais abertos à aplicação de tecnologia do que outros, como demonstrado na Imagem 2, que apresenta a relação de alguns setores, separando os que tradicionalmente fazem mais uso de tecnologia, dos mais restritivos. Imagem 2 – Setores e o uso de tecnologia A TECNOLOGIA NO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Como citado na Imagem 2, a construção civil é um dos setores mais carente no uso de tecnologia, e um dos processos mais arcaicos ainda empregados está relacionado ao gerenciamento de resíduos. De acordo com pesquisas realizadas pela empresa Ambiência Soluções Sustentáveis, especialista em gestão e gerenciamento de resíduos, a grande maioria das construtoras, quando muito, ainda utiliza o Excel como ferramenta para gerenciar dos dados da geração de resíduos de suas obras. O Excel, ferramenta que completa em 2017 trinta anos de existência, ainda é altamente utilizado pelas empresas para cadastro de dados da geração de resíduos. Sem dúvidas o software foi uma revolução, mas, devemos considerar o fato que o Excel é uma ótima ferramenta para tabulação de dados e só, ele não foi desenvolvido para gestão de banco de dados. Por mais que esta ferramenta tenha evoluído ao longo dos anos, ela ainda mantém a premissa básica de ser uma planilha onde é aceito qualquer tipo de informação disposta em linhas e colunas. O gerenciamento de resíduos é muito mais complexo que isso. Computar complexas estruturas de dados em somente linhas e colunas é como jogar no lixo informações valiosas de seus processos. Para se obter os melhores benefícios da tecnologia, as empresas devem investir na melhoria de seus processos internos com o uso de softwares especialmente moldados para seu negócio e fugir das ferramentas genéricas, como Excel,


